Grupo de Estudos Sobre Raça e Ações Afirmativas

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quinta-feira, 22 de março de 2012

1º CONCURSO DE MONOGRAFIAS, DISSERTAÇÕES E TESES PROMOVIDO PELO FÓRUM INTERINSTITUCIONAL EM DEFESA DAS AÇÕES AFIRMATIVAS!

ABERTO 1º CONCURSO DE MONOGRAFIAS, DISSERTAÇÕES E TESES PROMOVIDO PELO FÓRUM INTERINSTITUCIONAL EM DEFESA DAS AÇÕES AFIRMATIVAS!
INSCRIÇÕES NO CONCURSO ATÉ 31 DE ABRIL DE 2012


ACESSE O REGULAMENTO DO CONCURSO E A FICHA DE INSCRIÇÃO NO LINK ABAIXO!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Unemat abre inscrições para curso preparatório de candidatos para pós-graduações

20/03/2012 09:57:19
por Lygia Lima
A Universidade do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Estudos sobre Educação, Gênero, Raça e Alteridade (Negra) com o apoio da Fundação Carlos Chagas e Fundação Ford está com inscrições abertas para o curso de extensão “Formação pré-acadêmica: equidade na pós-graduação”, que visa preparar candidatos para ingresso em programas de pós-graduações stricto-sensu em universidades brasileiras.
O curso é destinado aos grupos sociais que estejam subrepresentados no ensino superior, preferencialmente, negros, indígenas e provenientes do campo, que já tenham concluído a graduação e tenham interesse em ingressar em curso de mestrado. Estão sendo ofertadas 100 vagas, sendo 50 para Cáceres, no campus Jane Vanini, e outras 50 vagas para o campus de Tangará da Serra. As inscrições seguem até o dia 30 de março, e as informações e ficha de inscrição podem ser conferidas no endereço eletrônico: http://www.unemat.br/proec/?link=editais_andamento .
O curso de extensão tem carga horária de 220 horas e está dividido em duas etapas, a primeira é de formação geral e constará de aulas de português acadêmico, língua estrangeira instrumental (inglês) e metodologia de pesquisa/elaboração de projeto. A segunda etapa constará de orientação, em forma de tutoria, para o aprimoramento e preparação de projeto de pesquisa para os candidatos que vão concorrer aos cursos de pós-graduação.
O resultado preliminar da seleção de candidatos para o curso de extensão será divulgado no dia 05 de abril, e o resultado final no dia 12 de abril. As aulas terão início em 13 de abril. Para mais informações acesse:http://www.unemat.br/proec/?link=editais_andamento .
O curso é realizado pelo NEGRA (UNEMAT), que é parceiro do GERAA (UFMS) em várias ações. O projeto foi elaborado pela Coordenadora do GERAA Profª Priscila Martins Medeiros em parceria com os professores da UNEMAT e que recebe recursos da Ford Fundation.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Dona Maria, aos 111 anos (passados 124 anos da abolição da escravidão), denuncia agressões e maus tratos da Marinha à legalmente reconhecida comunidade do Quilombo do Rio dos Macacos, em Simões Filho, na Bahia. Desde a construção do condomínio, na década de 70, as famílias, descendentes de escravos, são constantemente torturadas e ameaçadas de morte.

Marcha Contra o RACISMO, a Higienização Sócio Racial e a Criminalização da Pobreza

Marcha Contra o RACISMO, a Higienização Sócio Racial e a Criminalização da Pobreza
DIA 11 DE FEVEREIRO
SÁBADO
Concentração às 14h
Praça do Metro Santa Cecília - SP
Clique AQUI e baixe o texto manifesto do Ato:
O Estado, racista, oprime a todos nós!
"Quantas guerras vou ter que vencer por um pouco de paz?"
Basta de racismo, "higienização" sócio-racial e criminalização da pobreza
Passados 124 anos da abolição da escravidão, a população negra continua sendo o alvo preferencial da violência do Estado e das elites brasileiras. Seja através das ações diretas do Estado, como a Polícia Militar, ou no cotidiano das relações sociais, o racismo segue como importante dinamizador da opressão e da barbárie no Brasil.
No curto período de 45 dias, em plena "virada de ano", assistimos situações que não deixam dúvidas de que o racismo permeia e motiva ações de violência e desrespeitos à dignidade e aos direitos humanos da população.
Racismo em todos os cantos
No início de dezembro, todos souberam do caso de Ester Elisa da Silva Cesário, negra, de 19 anos, que trabalhava como estagiária no colégio Internacional Anhembi Morumbi a
té que sua chefe exigiu que ela alisasse o cabelo para permanecer no emprego. Pouco depois, um menino etíope, de seis anos, foi jogado para fora do restaurante Nonno Paolo ao ser "confundido" com uma criança de rua.
Já no início do ano, soubemos da lamentável história do jovem negro Michel Silveira, que foi preso de forma irregular, ficando dois meses encarcerado, acusado injustamente por um assalto, apesar de várias testemunhas comprovarem que, na hora do roubo, ele estava no seu local de trabalho.
No mesmo período, as imagens de outro jovem negro, Nicolas Barretos, sendo agredido por um policial militar racista, dentro da USP, ganharam as redes sociais expondo algo que há se sabe: a USP quer se manter como um espaço da elite (ou seja, branco). E para tal, inclusive, esta ameaçando de fechamento a principal entidade de combate ao racismo no seu interior: o Núcleo de Consciência Negra.
Cracolândia, Moinho, Pinheirinho: o racismo também esteve lá!
Enquanto isso, no centro da cidade, a Favela do Moinho "pegou fogo" e as 500 famílias foram jogadas a sua própria sorte. E bem perto dali, na "Cracolândia", a prefeitura e o governo do Estado, ao invés de tratarem a dependência química como um problema social e de saúde, investiram na repressão e em sucessivos ataques, causando apenas, como eles próprios denominaram a operação, "dor e sofrimento".
A mesma dor e sofrimento que foram enfrentados no Pinheirinho, em São José dos Campos, onde, depois de 8 anos de luta, seis mil pessoas viram seus sonhos e casas destruídos, pelo governador Alckmin e o prefeito da cidade apenas para beneficiar um corrupto confesso, Naji Nahas.
E não há dúvidas que o racismo também marcou estas histórias, como sempre, lado a lado com a exploração econômica e a marginalização social. Afinal, não há nenhuma dúvida sobre a "cor" da maioria dos homens e mulheres que viviam nestas comunidades: negros e negras.


Estado racista e opressor!
Lamentavelmente, o Brasil é um país onde cabelo liso é padrão estético e corporativo; pobreza é crime e problemas que deveriam ser tratados por médicos viram caso “de polícia”. Este é um país onde ser negro e pobre é passível de “punição”, prisão e morte. No entanto, nada acontece com o colégio que discriminou


nem com o restaurante que humilhou nem com o delegado que prendeu sem provas ou com o PM que atacou o estudante. Muito menos com quem ateou fogo ao Moinho, decidiu “dedetizar a luz”, tratando gente como ratos, ou esteve à frente da tropa que invadiu o Pinheirinho.
Nada acontece, porque a impunidade, a “justiça” e as autoridades do Estado estão do lado destes “senhores”, para garantir seus privilégios. O racismo brasileiro é isso: assassinato direto e indireto, maus tratos, falta de políticas públicas, desleixo, naturalização da desgraça, criminalização da pobreza.
Em todos os casos, em uma ponta, oprimindo e explorando, estão o Estado, os governos, a polícia, o judiciário, os interesses dos ricos e a manutenção de normas e padrões contrários ao povo. Na outra ponta, estão os pobres, a classe trabalhadora, as estagiárias, os agentes de saúde, os estudantes, os dependentes químicos, os sem teto, as mulheres vitimadas pelo machismo ou gays, lésbicas, bissexuais e travestis (LGBT) que sofrem com a homofobia.
Uma multidão de explorados e oprimidos que, num país como nosso, é inegavelmente, de maioria negra.
Basta!
Apesar de muitos acreditarem na farsa de que vivemos numa democracia racial, há 512 anos o racismo tem papel determinante na estrutura de dominação e na prática da opressão no Brasil. É hora de reconhecer isto e ir à luta.
É hora de nos organizarmos, juntarmos forças com os demais setores oprimidos e explorados, denunciarmos toda e qualquer atitude discriminatória e, sobretudo combatermos o racismo.
Em décadas de luta, fomos capazes de aprovar leis, criar organismos institucionais e produzir pesquisas e estudos que deslegitimam o racismo e punem sua prática. Mas, isto, contudo, ainda não foi suficiente para que negras e negros conquistem os direitos e a liberdade que merecem.
Os ataques recentes são provas de que racismo permanece ativo e operante. Por isso, exigimos que o Estado brasileiro (em todos os seus níveis, municipal, estadual e federal) e todos os que sejam coniventes e cúmplices destas práticas sejam responsabilizados e punidos!
"O Racismo está aqui! Basta!!!
Nossas bandeiras:
Contra o genocídio da juventude negra.
Contra a homofobia.
Contra o machismo.
Contra o encarceramento em massa.
Contra a violência policial.
Contra as desapropriações no pinheirinho e em outros locais.
Organização: Comitê Contra o genocídio da população Negra - SP
Assinam:
Amparar (Assoc. de Amigos e Familiares de Presos/as)

Anastácia LivreCentro Acadêmico de Ciências Sociais Florestan Fernandes (Uninove)Centro de Resistência NegraCírculo PalmarinoColetivo AnarcoPunk SPColetivo Anti-HomofobiaCONENConsulta PopularEmpregafroForça AtivaFórum Popular de SaúdeFORUM DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DA SÉ
Levante Popular da Juventude
Movimento Negro Unificado (MNU), 
Movimento Quilombo Raça e Classe, 
MST
Sarau da Brasa
Setorial LGBT da CSP-Conlutas
Sujeito Coletivo – USP
Tribunal Popular
UNEAFRO
UNEGRO
Juventude Socialista 
Mães de Maio
Núcleo de Consciência Negra na USP
CALENDÁRIO
09 de Fevereiro: Ato Contra o Racismo - Em frente ao Teatro municipal de SP - a partir das 12h Agitação Cultural - 18h Ato político
21 de Março (Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial): Ato de Protesto em várias regiões de SP.
13 de Maio de Luta: Denúncia da falsa abolição da escravidão dos negros no Brasil. Participe conosco dessa luta!
CONTATO:

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

VII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as


Realizado pela Associação Brasileira de Pesquisadores(as) negros(as), o VII Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as) (COPENE 2012) será sediado na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) com organização local do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) na cidade de Florianópolis - SC e acontecerá entre os dias 16 e 20 de julho de 2012. De acordo com as demandas atuais e em reunião da Diretoria gestão 2010-2012 da ABPN, o tema do evento será “Os Desafios da Luta Antirracista no século XXI” tendo como homenageados os professores Abdias do Nascimento, Vicente de Souza e Lélia Gonzalez (in memorian) e Kabengele Munanga.

O COPENE tem como principal intenção apresentar e discutir os processos de produção e difusão de conhecimentos intrinsecamente ligados às lutas históricas empreendidas pelas populações negras nas Diásporas Africanas, emanadas nos espaços de religiosidades, nos quilombos, nos movimentos negros organizados, na imprensa, nas artes e na literatura, nas escolas e universidades, nas organizações não-governamentais, nas empresas e nas diversas esferas estatais, que resistem, reivindicam e propõem alternativas políticas e sociais que atendam às necessidades das populações negras, visando a constituição material dos direitos.

Cronograma de trabalho do evento:
01/02/2012 - prazo limite para envio de propostas de simpósios temáticos.
15/02/2012 - divulgação dos resultados.
16/02 a 15/03/2012 - inscrições nos simpósios temáticos.
01/04/2012 – envio de carta aceite de participação nos simpósios.
15/03 a 15/04/2012 - inscrições para ouvintes.
16 a 20/07/2012 – COPENE.

Esperamos contar com a participação de tod@s. Em breve lançaremos o site específico do Congresso e os boletins informativos que permitirão a tod@s conectar-se ao VII COPENE constantemente, atualizando-se nas informações e atividades.

Diretoria da ABPN/ NEAB-UDESC

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Hoje é o Dia Nacional do Samba!!!!

Celebrado em 2 de dezembro, o Dia Nacional do Samba foi instituído há 48 anos para homenagear uma das manifestações culturais mais populares do Brasil. Com raiz africana, apesar de existir especialmente em alguns estados do país, no Rio de Janeiro, representa mais que um gênero musical, é a configuração de toda a cultura dentro de uma comunidade que vem sofrendo as consequências de sua industrialização.
Nei Lopes, referência no Samba Carioca, explica que existe uma distorção que precisa ser tratada com seriedade sobre o que vem a ser o verdadeiro samba. “Falta distinguir melhor o que é o samba e fazer a diferença entre o tradicional e o industrial de mercado”, afirma preocupado com os rumos a que estão sendo expostos os valores culturais por trás do samba.
Segundo ele, o samba tradicional configura uma identidade comunitária, uma transmissão de valores. Até a década de 1960, o chamado “samba de morro”, hoje conhecido como “de raiz”, ainda configurava uma cultura em seu sentido mais amplo. “Comportava um conjunto de traços distintivos da tradição. O sambista tinha vestuário, fala, gestual, comportamento e hábitos bem característicos”, explica Lopes, reforçando que a tradição envolvia criação e performance, inclusive coreográfica.
Porém, o samba foi se enfraquecendo na medida em que seus núcleos e redutos se modificaram, com o distanciamento das escolas de suas comunidades, com o primado do espetáculo em detrimento do espírito associativo. Enquanto produto industrial difundido pelos meios de comunicação de massa não tem revelado seu verdadeiro significado, rendendo o gênero às conveniências do capitalismo. “Infelizmente, no Rio o samba passou a ser tratado apenas como uma música carnavalesca, de difusão restrita ao mês de fevereiro e à Marquês de Sapucaí, ou uma música de botequim, ou ainda, uma forma diluída, vazia, cada vez mais próxima do pior pop internacional”, diz.
Nei Lopes acredita que não apenas os valores, mas também a imagem do samba deve ser melhor apresentada dentro e fora do país. Para exemplificar, ele cita que em eventos recentes a música brasileira foi representada por artistas de segmentos que não fazem parte da identidade nacional. “Além disso, o samba mostrado lá fora é o do carnaval. Isso causa essa distorção na percepção do que ele realmente significa”, conclui.
Tombamento – O Samba Carioca foi proclamado Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no dia 30 de novembro de 2007. Surgido de influências do samba de roda do Recôncavo Baiano, na segunda metade do século XIX, tem características próprias: é acompanhada por pequenas frases melódicas e tem refrões de criação anônima.
No Brasil as matrizes do samba tombadas pelo Iphan são o “partido alto”, “samba de terreiro” e o “samba de enredo” do Rio de Janeiro e o “samba de roda do Recôncavo Baiano”. Fazem parte do Livro de Registro das Formas de Expressão, que compreende como patrimônio bens de natureza material e imaterial da identidade cultural brasileira.
Comemorações pelo país – Dona Ivone Lara, considerada a dama do samba carioca, foi homenageada em 26 de novembro durante o encerramento do seminário O papel da cultura negra na superação da miséria, promovido pela Fundação Cultural Palmares no Rio de Janeiro. No palco, foi recepcionada por Eloi Ferreira de Araujo, presidente da instituição, que lhe agradeceu por sua importante contribuição em favor da cultura negra e a seu lado cantou a música Sorriso Negro que configura a beleza da raça e cultura negra.

Fonte: site da Fundação Cultural Palmares.